COMPARTILHE

Por fim, nesta 4ª entrega da Coluna respeitante às nossas escolhas para o melhor 11 do século XXI do Sport Lisboa e Benfica, depois de examinada a defesa, o meio-campo, extremos e avançados, partimos para a análise dos comandantes mais significativos, na nossa opinião, da armada vermelha e branca desde o banco benfiquista.

Recordamos as nossas escolhas:

Treinadores
Giovanni Trapattoni Benfica
Giovanni Trapattoni Benfica
Jorge Jesus Benfica
Jorge Jesus Benfica
Rui Vitória Benfica
Rui Vitória Benfica

As escolhas para o melhor treinador repartiram-se de igual forma para os últimos 3 campeões nacionais pelo Sport Lisboa e Benfica.

Giovanni Trapattoni que já foi mencionado pela Coluna, ainda que como jogador, foi o nosso oásis e guia no deserto dos 11 anos de jejum do campeonato nacional. Foi com a “velha raposa” que possivelmente se deu a tão ansiada mudança que nos permitiu entrar na espiral de acreditar-ganhar que tanto precisávamos. Para muitos foi um campeonato surreal, para nós benfiquistas foi como Beatrice para Dante, recorrendo à cultura popular natal de Il Trap.

Passariam 5 anos até revalidar novamente o titulo, desta vez com Jorge Jesus. O treinador natural da Amadora estaria um total de 6 anos no Benfica, conquistando 3 ligas, 1 taça de Portugal, 1 supertaça de Portugal e alcançando 2 finais da Liga Europa. JJ trouxe-nos um futebol apaixonante, agressivo, digno de “nota artística” e teve um excelente percurso no nosso clube mas, com excepção do seu 1º ano no leme, nem sempre foi consensual entre as nossas hostes. Desde os falhanços nos momentos chave, demasiada confiança, conflitos com alguns jogadores e finalizando com o coup d’etat, ao enveredar pelo rival da 2ª circular, Jesus que trazia um pouco mais de bom que de mau, não deixava a balança descansar. Discutivelmente foi o treinador que nos pôs a jogar o nosso melhor futebol do século e que impulsionou uma 2ª fase da nossa recuperação.

O senhor que se lhe seguiu dá pelo nome de Rui Vitória. O futebol é uma paixão, um mundo, o que preferirem. O que nunca deixa de ser surpreendente é que com métodos e personalidade tão diferentes das de Jorge Jesus, Rui Vitória conseguiu conquistar o 35º campeonato para o nosso clube. Perdeu-se em qualidade de jogo, mas ganhou-se coesão e união entre a equipa; perdeu-se alguma agressividade, ganhou-se assertividade. Certamente poder-me-ia alongar nas comparações mas a conclusão é a mesma, a riqueza e variedade que se pode encontrar no futebol, um meio vivo e muitas vezes incerto que para o bem e para o mal, nos leva do céu ao inferno e vice-versa em instantes.

 

Resumo das Escolhas:

E aqui estão as nossas escolhas para o 11 e treinador(es) do século do nosso Sport Lisboa e Benfica. Um exercício da imaginação como este tem sempre algumas incongruências que por seu lado permitem uma discussão produtiva. Neste caso e apenas para nomear algumas, notamos que a maior parte das escolhas recaem por jogadores que já não estão no nosso clube, como se de uma mitificação dos jogadores que já saíram se tratasse. Por outro lado, as comparações (que assumimos não têm validade cientifica, são apenas subjetivas) põem frente a frente jogadores que jogaram “poucos” jogos de águia ao peito mas que tiveram um impacto maior. Veja-se o caso de Garay com 136 jogos e Luisão com 500.

Qual é a vossa opinião? Há alguém que mereça ser mencionado e não o foi? Algum jogador a quem demos mais valor que o que realmente teve? Temos todo o gosto em receber as vossas considerações porque ao fim e ao cabo, quem já não fez este exercício ainda que forma menos formal? Deixem-nos saber!

 

Saudações benfiquistas.

 

 

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA