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Benfica Wallpaper, Sálvio, Jonas, Lima e Pizzi

Nesta terceira parte das nossas escolhas para o melhor 11 do século XXI do Sport Lisboa e Benfica, e depois de já termos recordado com nostalgia o quarteto defensivo no artigo anterior, incidiremos agora com detalhe nas escolhas para o meio campo, extremos e avançados.

Recordamos as nossas escolhas para estas posições:

 

Meio Campistas
Pablo Aimar Benfica
Pablo Aimar Benfica
Fejsa Benfica

No miolo do campo, independentemente da posição de médio-defensivo, médio ou médio-atacante, os escolhidos foram Ljubomir Fejsa e ”el Payaso” Pablo Aimar.

As principais escolhas não surpreendem mas também não surpreenderiam se se tratasse de qualquer dos outros votados. É bastante difícil de explicar o talento de Pablo Aimar, provavelmente é inversamente proporcional à facilidade de entende-lo ao vê-lo jogar. Um nº10 nato que trata a bola como se fosse uma parte mais do seu corpo. “D10s” poderia simplesmente ser descrito pelas 2 seguintes afirmações: Diego Maradona elegeu-o como o seu sucessor e Leo Messi idolatra-o. Se deuses do futebol te tratam como alguém do Olimpo, então pertences ao Olimpo.

Ljubomir Fejsa é um dos 2 únicos jogadores elegidos (a par de Jonas) que está actualmente no Benfica. O regular “trinco” sérvio é uma peça-chave na equipa e para assinalar a sua importância recordamos um artigo que aqui na Coluna lhe dedicamos.

Nas nossas escolhas, consta ainda Alex Witsel que apesar do talento reconhecido e apreciado na Luz será também um desses jogadores que muito provavelmente passará ao lado de uma grande carreira; Nemanja Matic, o sérvio que evitou que perdêssemos a cabeça depois de Javi García sair do clube, e que posteriormente e curiosamente criou um legado ainda maior que o espanhol; e o eterno Rui Costa, para quem, qualquer número de palavras seria insuficiente para descrever o seu legado, reconhecendo porém que provavelmente o seu melhor desempenho como jogador no nosso (e seu) clube, se deu antes do século XXI.

 

Extremos
Di Maria Benfica
Simão Sabrosa Benfica

Possivelmente será a posição onde vimos mais talentos despontar e/ou actuar nos últimos anos, o que neste caso só prestigia os escolhidos que são Simão Sabrosa e Ángel Di Maria.

Simão Sabrosa merece certamente o título de primeiro grande capitão que tivemos neste século. Simão foi a nossa estrela durante anos de aguia ao peito. Foi diretamente responsável pelo regresso aos títulos e um dos poucos extremos que conseguiu o ceptro de melhor marcador da liga portuguesa (2002/2003, 18 golos). Exímio marcador de livres e penaltys, jogador regular e referência da manobra ofensiva do Benfica. Simão não merece que me alongue em detalhes mas sim um artigo exclusivamente seu na Coluna.

Di Maria, cujo nickname é “fideo” (referência a um tipo de massa fina como a que em Portugal se usa por exemplo para a aletria. Em castelhano é uma metáfora que se usa para pessoas muito magras), chegou como diamante em bruto e saiu “apenas” para ser titular no Real Madrid. O esquerdino esteve apenas 3 épocas em Portugal mas desde o 1º minuto viu reconhecido o seu talento. Apesar de alguma irregularidade principalmente na primeira temporada, Di Maria, finalizou a sua última época no Benfica, em 2009/2010, com 10 golos e o título de campeão nacional.

Ainda nesta votação, Nico Gaitán que já conta com o seu artigo na Coluna e o brasileiro Ramires que na minha opinião foi dos jogadores mais completos que pisaram os relvados da Luz neste século. Curiosamente partiu no mesmo ano que Di Maria, para o Chelsea, ainda que Ramires tenha apenas permanecido 1 ano no Glorioso.

 

Avançados
Cardozo Benfica
Jonas Benfica

Pode tornar-se difícil escolher os melhores avançados para a nossa dream team mas para simplificar usando um critério, vamos focar-nos apenas nisto: quem foram os únicos avançados que terminaram em 1º na lista de melhores marcadores com a camisola do SLB neste século? Óscar Cardozo (2009/2010, 26 golos) e Jonas (2015/2016, 32 golos).

Simão Sabrosa que actuava noutra posição também o conseguiu (como referido anteriormente) e Lima em 2011/2012 mas com a camisola do SC Braga.

Jonas “Pistolas” é um talento e daqueles jogadores que gostaríamos de conservar em formol para que nunca deixasse o Benfica. Como não?

Oscar Cardozo ou “Tacuara” (palavra da linguagem indígena Guaraní, que significa cana forte, possivelmente associada à estatura e portento do paraguaio goleador) era o que no futebol se pode chamar um homem-golo. Jogador lento nas movimentações, com fraca qualidade de passe, temperamental, Cardozo representa a estratégia e especialização no futebol, pois mesmo sem reunir qualidades aparentemente essenciais para o desporto como as antes mencionadas, o paraguaio tinha um sentido de baliza invejável, um remate portentoso, colocado e oportuno. Talvez derivado deste desequilíbrio Cardozo parecia nunca conseguir tornar-se num intocável para nós benfiquistas, mas certo é que o paraguaio ficará merecidamente na nossa história, ou não estivemos nós gratos pelas suas 7 épocas e 172 golos em todas as competições!

Na lsita dos mais vorados ainda surgiram Saviola, que espalhou o seu perfume e futebol aguerrido durante 3 épocas, e Fabrizio Miccoli que esteve apenas 2 épocas no Benfica através de empréstimo da Juventus, mas cuja garra deixou pegadas que nunca serão apagadas.

Eis os nossos combatentes e génios do meio-campo, e matadores e artistas do sector avançado. No último artigo sobre este tema, falaremos sobre os treinadores mais importantes neste século.

 

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